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Chapter 3, 32 de Conseqüências de 7240 Nossa Senhora
- written 16th Jul 2007 by peterson0a0
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Aqui Lorde cresceu e prepara-se para ser um cavaleiro discordiano.
Tags : adventureLordeErisAriadno
Lorde, 21 anos de idade. Vestia um tênis cinza, que o permitia se deslocar com facilidade. Ele possuía um bom sistema de amortecimento. Vestia uma calça preta leve, muito leve, assim como sua camisa de manga comprida. Usava luvas pretas, e sua espada levava seu próprio desenho, seu próprio design. Usava um moletom preto com capuz, que cobria seu rosto.
Essa era a armadura discordiana, o traje de combate, o uniforme disforme. Poderia ser qualquer coisa, mas o preto era recomendado.
Lorde andava em círculos. Estava em um lugar escuro, não podia ver muita coisa, havia pouca luz e o silêncio era absoluto. Sua concentração e respiração também.
Até que alguém o atacou por trás. Rapidamente, ele desembainhou a espada para se defender do ataque. O agressor usava também um traje discordiano.
Desfez-se do primeiro ataque e passou a atacar Lorde, que se defendia com agilidade. Um golpe, dois golpes. Rapidamente, passou para o outro lado de Lorde. Lorde o seguiu com perícia. Lorde passou ao ataque. O agressor foge para a escuridão.
Lorde odeia isso.
Ele passa a andar vagarosamente... Quando o agressor mascarado volta. O ataque é feroz, Lorde se defende com vigor, e escapa de um ataque no tronco, mas acaba levando um soco no rosto. Ao se levantar para o ataque, sua espada é roubada pelo seu inimigo.
Então as luzes se acendem, e a cúpula metálica emite uma voz através de uma caixa de som bem no alto: "SIMULAÇÃO ENCERRADA".
Lorde acompanha o pseudo-adversário pela porta que os leva até uma sala. Na sala, mesa e duas cadeiras, uma atrás e outra à frente da mesa.
- Você perdeu, Lorde. Sabe o que isso significa. - disse Éris, uma amazona discordiana que se revelou ao tirar o capuz.
- Não é justo. Eu nunca sou bom o suficiente! - reclamou Lorde, jogando-se na cadeira.
- Você disse certo. Você é bom, mas não o suficiente.
- Mas se eu vencer você, significa que você não é boa o suficiente.
Éris não era a Deusa discordiana. Era apenas a amazona que trabalhava como professora da S.D.U. Ela aplicava o teste final aos cavaleiros discordianos, além de treiná-los taticamente.
- Eu não uso todo o meu potencial, porque tenho noção dos limites de cada um que treino.
Silêncio. Lorde senta-se.
- Lorde, você é muito bom em teoria discordiana. Você me fala com paixão dos livros antigos que lê, de toda a história pré-luciana e da era discordiana. Você estuda os princípios muito bem, é muito aplicado e...
- Não quero ser reverendo. Desejo me tornar cavaleiro. Quero levar a mensagem discordiana para os lugares onde ela corre perigo. Quero levar o equilíbrio e a vida discordiana para os atormentados pelas prisões de medo e ignorância, que são poucos, mas podem em pouco tempo se transformar em muitos.
Lorde continuou...
- Tenho esse... Esse desejo desde minha adolescência. Sempre admirei várias outras profissões, sempre me imaginei nelas, sabe. Imaginei-me realizando um trabalho que me fizesse feliz e ao mesmo tempo resolvesse impasses pelos quais as pessoas passassem. Já imaginei ser de cientista a cozinheiro profissional. Mas nada se compara a ser cavaleiro discordiano. Nada.
Éris olhou para Lorde com carinho.
- Lorde, não desista. Você tem 21 anos. É jovem ainda. Deve treinar mais, se preparar mais. Se for capaz de me vencer, você será cavaleiro discordiano.
Lorde se levantou. Beijou o rosto de sua professora e saiu da sala, visivelmente desanimado.
Ariadno olhava para o teto branco à sua frente. Durante anos, como num filme sem fim, as cenas de destruição e morte que presenciou ecoavam em sua mente ainda. Ele jamais conseguiria se livrar daquilo.
Chegou até mesmo a pensar que vivera 1000 anos, 10000, 50000 anos, pois todo o tempo do mundo era igual, e tudo acontecia sempre do mesmo jeito.
O que aconteceu ontem? O que acontece hoje? O que é o amanhã?
Ele não sabia.
Até que um dia algo que poderia diferenciar um dia do outro ocorreu. Um grande clarão, que deu origem a uma criança. Uma criança bonita, muito bonita, com os olhos grandes e intensos. Ela subiu na cama onde ele estava preso, e ofereceu a ele sua mão. Lentamente... Seus movimentos eram sutis e delicados.
Ao tocar a mão do pequeno, Ariadno sentiu a felicidade que tinha se esquecido de sentir. Apertou com força a pequena e alva mão e sentiu tudo novamente... O pequeno o entregou um símbolo em pensamento. Ariadno contemplou-o, e entendeu-o. Era um pentágono onde cada ponta convergia para dentro até o centro. Aquilo o deixou feliz. Ele começou a gargalhar, a rir como nunca antes.
Quando os médicos entraram no quarto, Ariadno segurava alguma coisa no ar que deveria estar a seu lado. Ele ria de olhos fechados. Lacrimejava, rolava na cama, ainda que estivesse bem preso.
Quando ele abriu os olhos, o pequeno o olhava com os olhos vermelhos em segundo plano, os médicos se preparavam para aplicar uma injeção nele. Ele fechou os olhos...
Ao abrir novamente, dezenas de crianças, atrás dos médicos, ao seu lado, pendurados no teto, todas diferentes, todas com feições simples e tristes, todas olhavam para ele. Ele gritou. Lutou com suas frágeis forças contra os médicos, que lhe aplicavam um calmante forte, que o fez enfraquecer. A visão dos olhos vermelhos da criança que havia lhe dado tudo o que havia em sua vida foi a última coisa que sentiu antes de não sentir mais nada... Até que ele acordou.
Essa era a armadura discordiana, o traje de combate, o uniforme disforme. Poderia ser qualquer coisa, mas o preto era recomendado.
Lorde andava em círculos. Estava em um lugar escuro, não podia ver muita coisa, havia pouca luz e o silêncio era absoluto. Sua concentração e respiração também.
Até que alguém o atacou por trás. Rapidamente, ele desembainhou a espada para se defender do ataque. O agressor usava também um traje discordiano.
Desfez-se do primeiro ataque e passou a atacar Lorde, que se defendia com agilidade. Um golpe, dois golpes. Rapidamente, passou para o outro lado de Lorde. Lorde o seguiu com perícia. Lorde passou ao ataque. O agressor foge para a escuridão.
Lorde odeia isso.
Ele passa a andar vagarosamente... Quando o agressor mascarado volta. O ataque é feroz, Lorde se defende com vigor, e escapa de um ataque no tronco, mas acaba levando um soco no rosto. Ao se levantar para o ataque, sua espada é roubada pelo seu inimigo.
Então as luzes se acendem, e a cúpula metálica emite uma voz através de uma caixa de som bem no alto: "SIMULAÇÃO ENCERRADA".
Lorde acompanha o pseudo-adversário pela porta que os leva até uma sala. Na sala, mesa e duas cadeiras, uma atrás e outra à frente da mesa.
- Você perdeu, Lorde. Sabe o que isso significa. - disse Éris, uma amazona discordiana que se revelou ao tirar o capuz.
- Não é justo. Eu nunca sou bom o suficiente! - reclamou Lorde, jogando-se na cadeira.
- Você disse certo. Você é bom, mas não o suficiente.
- Mas se eu vencer você, significa que você não é boa o suficiente.
Éris não era a Deusa discordiana. Era apenas a amazona que trabalhava como professora da S.D.U. Ela aplicava o teste final aos cavaleiros discordianos, além de treiná-los taticamente.
- Eu não uso todo o meu potencial, porque tenho noção dos limites de cada um que treino.
Silêncio. Lorde senta-se.
- Lorde, você é muito bom em teoria discordiana. Você me fala com paixão dos livros antigos que lê, de toda a história pré-luciana e da era discordiana. Você estuda os princípios muito bem, é muito aplicado e...
- Não quero ser reverendo. Desejo me tornar cavaleiro. Quero levar a mensagem discordiana para os lugares onde ela corre perigo. Quero levar o equilíbrio e a vida discordiana para os atormentados pelas prisões de medo e ignorância, que são poucos, mas podem em pouco tempo se transformar em muitos.
Lorde continuou...
- Tenho esse... Esse desejo desde minha adolescência. Sempre admirei várias outras profissões, sempre me imaginei nelas, sabe. Imaginei-me realizando um trabalho que me fizesse feliz e ao mesmo tempo resolvesse impasses pelos quais as pessoas passassem. Já imaginei ser de cientista a cozinheiro profissional. Mas nada se compara a ser cavaleiro discordiano. Nada.
Éris olhou para Lorde com carinho.
- Lorde, não desista. Você tem 21 anos. É jovem ainda. Deve treinar mais, se preparar mais. Se for capaz de me vencer, você será cavaleiro discordiano.
Lorde se levantou. Beijou o rosto de sua professora e saiu da sala, visivelmente desanimado.
Ariadno olhava para o teto branco à sua frente. Durante anos, como num filme sem fim, as cenas de destruição e morte que presenciou ecoavam em sua mente ainda. Ele jamais conseguiria se livrar daquilo.
Chegou até mesmo a pensar que vivera 1000 anos, 10000, 50000 anos, pois todo o tempo do mundo era igual, e tudo acontecia sempre do mesmo jeito.
O que aconteceu ontem? O que acontece hoje? O que é o amanhã?
Ele não sabia.
Até que um dia algo que poderia diferenciar um dia do outro ocorreu. Um grande clarão, que deu origem a uma criança. Uma criança bonita, muito bonita, com os olhos grandes e intensos. Ela subiu na cama onde ele estava preso, e ofereceu a ele sua mão. Lentamente... Seus movimentos eram sutis e delicados.
Ao tocar a mão do pequeno, Ariadno sentiu a felicidade que tinha se esquecido de sentir. Apertou com força a pequena e alva mão e sentiu tudo novamente... O pequeno o entregou um símbolo em pensamento. Ariadno contemplou-o, e entendeu-o. Era um pentágono onde cada ponta convergia para dentro até o centro. Aquilo o deixou feliz. Ele começou a gargalhar, a rir como nunca antes.
Quando os médicos entraram no quarto, Ariadno segurava alguma coisa no ar que deveria estar a seu lado. Ele ria de olhos fechados. Lacrimejava, rolava na cama, ainda que estivesse bem preso.
Quando ele abriu os olhos, o pequeno o olhava com os olhos vermelhos em segundo plano, os médicos se preparavam para aplicar uma injeção nele. Ele fechou os olhos...
Ao abrir novamente, dezenas de crianças, atrás dos médicos, ao seu lado, pendurados no teto, todas diferentes, todas com feições simples e tristes, todas olhavam para ele. Ele gritou. Lutou com suas frágeis forças contra os médicos, que lhe aplicavam um calmante forte, que o fez enfraquecer. A visão dos olhos vermelhos da criança que havia lhe dado tudo o que havia em sua vida foi a última coisa que sentiu antes de não sentir mais nada... Até que ele acordou.
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