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Chapter 3, 39 de Conseqüências de 7241 Nossa Senhora
- written 16th Jul 2007 by peterson0a0
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Lorde torna-se um cavaleiro discordiano, enfim
Tags : adventureLordeErisAriadno
Lorde e seu inimigo lutavam com agilidade.
A cada golpe, uma defesa, que resultava em outro golpe... Há tempo que a luta não se deixava terminar. Primeiro um, depois o outro. O inimigo se voltava contra ele de diversos ângulos. Lorde se esforçava, tentava surpreendê-lo, mas sempre havia uma saída.
Lorde não deixava que seu inimigo escapasse, e sua fome de vitória crescia. Um ataque de Lorde deixou o inimigo no chão, e quase foi derrotado. Ele se levantou em tempo de resistir e reiniciar a batalha.
Os ataques eram equivalentes; era impossível prever o vencedor.
Até que Lorde desequilibrou o adversário e tomou sua espada. Para isso, puxou o adversário de volta, que tomou sua espada. Eles continuaram a batalha.
Lorde foi empurrado contra a parede. A violência do ataque posterior foi anulada; Lorde havia chutado seu inimigo para longe. Ele recomeçou a batalha. Então, em um golpe de sorte, Lorde atingiu a mão do adversário, vulnerável. A outra mão, a da espada, se mostrou livre. Lorde fez um corte no ar e arrancou a espada da mão de seu adversário.
As luzes se acenderam, a simulação estava encerrada.
Éris tirou a máscara. Lorde fez o mesmo.
- Éris, o que há com você?
Éris olhava com certa incompreensão para Lorde, mas o fundo de seus olhos queria pedir perdão.
- Você estava lutando com muita... Vontade.
- E achou que podia elevar um pouco o nível? Eu deveria ter vencido assim que você soube que eu estava pronto!
- Me desculpe! - disse Éris, percebendo que Lorde tinha ficado irritado. - O calor da batalha me fez mal. Foi um erro. Lorde...
- Ok. Mas por favor, tente se controlar. O que aconteceria se eu tivesse perdido, Éris?
Ela não respondeu.
- Você teria coragem de não me admitir?
- Lorde, esqueça essa história. Prometo que não vou repetir essa falha com nenhum outro aluno.
Lorde se acalmou.
- Como eu fico?
- Óbvio que está admitido. Não há mais razão para proibi-lo. Você agora é quase um cavaleiro discordiano, Lorde.
Lorde sorriu. Por dentro estava muito feliz, mas estava cansado e com dor de cabeça. Ficara muito nervoso na véspera da prova final. Precisava descansar um pouco.
- Agora falta...?
- A nomeação, e apenas isso. - respondeu Éris.
Lorde e Éris saíram juntos da sala de simulação.
Ariadno fugia. Ele corria pelo meio da floresta, com dois médicos ao encalço dele. A floresta era grande, e Ariadno com certeza se perderia ali.
Por cada lugar onde passava, era impossível não recordar os elementos da fatídica noite onde quase todos os seus companheiros morreram.
Ele corria pela floresta, desviava de obstáculos, e os médicos atrás dele, procurando-o, correndo tanto quanto ele.
Ariadno estava ficando cansado. Há anos não corria assim. Mas seu instinto o levaria longe, com certeza.
Foi então que ele avistou uma árvore enorme, muito antiga, e se escondeu atrás dela. Esperou... Esperou...
E os médicos passaram por ele.
Ele rapidamente se escondeu do outro lado, para não haver perigo de os médicos olharem pra trás. Ao fazer isso, fez barulho, e um dos médicos parou.
Silêncio.
Ele olhava desconfiado para trás. A paisagem marrom e azul não permitia que alguém com roupas brancas, provavelmente sujas, ficasse camuflado por muito tempo.
Então ele viu a árvore gigantesca logo ali, que ele não tinha percebido... Talvez...
Ele se aproximou. Chegou cada vez mais perto... Ao contornar a árvore, foi recebido com um soco no rosto. Atordoado, tentou se levantar, organizar sua mente que não entendia mais muita coisa. Mas quem o havia batido (ele sabia quem era, afinal) se jogou em cima dele. Os dois rolaram porque havia ali uma pequena inclinação. Ao cair, o médico conseguiu se libertar do louco que havia fugido do hospício e então o dominou. Ele tirou a injeção do bolso. Enquanto a preparava, resistia à pressão do louco para se libertar. Ele fazia força, realmente como um louco, como se lutasse por sua vida. Enquanto preparava a injeção, o paciente avistou uma pedra de tamanho a frente. Não conseguia... Conseguiu.
Bateu com toda a força que conseguia reunir na cabeça do médico, que virou pra o lado e colocou as mãos na frente do rosto.
Ariadno se levantou e correu.
Um feixe de luz era direcionado para Lorde. Ele estava com a espada em punho, concentrado.
Éris então proclamou o juramento da Sociedade Discordiana Universal.
Aprendiz;
Se você aprendeu a controlar suas emoções
Tanto quanto aprendeu a vivê-las,
Você está apto a viver neste mundo.
Mas para se tornar mais hoje, você precisa ser mais.
Aprendiz, o que você é mais?
Ao que Lorde respondeu com o que ele escreveu (essa parte era livre para que o futuro cavaleiro falasse qualquer coisa).
- Eu sou mais rápido, sou mais forte, sou mais poderoso, sou mais inteligente, sou mais justo, sou mais discordiano. Estou pronto para ajudar as pessoas deste universo a serem felizes, custe o que custar, salve exceções.
Éris sorriu. Mas ninguém pode ver isso.
Se você é mais, está pronto para se tornar mais.
Jamais se esqueça de seus princípios;
Mas esteja pronto para abandoná-los se eles se mostrarem errados.
Sempre conheça a si mesmo;
Mas não esqueça que você tem poder para mudar a si mesmo.
Se reinvente, se precisar se destrua;
Mas se reconstrua muito melhor, ou então nada valerá a pena.
Torne-se sábio antes de inteligente, inteligente antes de perspicaz, perspicaz antes de informado, informado antes de ignorante.
Porque o conhecimento leva à consciência.
Consciência é exercício de liberdade.
Se você é livre, você é poderoso.
E com poder, você pode mudar o mundo.
Vá, Cavaleiro Discordiano.
Você jura ser o que quiser.
Jamais quebre uma promessa.
Todos saúdam Discórdia.
- Salve Éris!
Lorde se ergueu e abraçou Éris.
Lorde a partir dali se tornava um Cavaleiro Discordiano.
A cada golpe, uma defesa, que resultava em outro golpe... Há tempo que a luta não se deixava terminar. Primeiro um, depois o outro. O inimigo se voltava contra ele de diversos ângulos. Lorde se esforçava, tentava surpreendê-lo, mas sempre havia uma saída.
Lorde não deixava que seu inimigo escapasse, e sua fome de vitória crescia. Um ataque de Lorde deixou o inimigo no chão, e quase foi derrotado. Ele se levantou em tempo de resistir e reiniciar a batalha.
Os ataques eram equivalentes; era impossível prever o vencedor.
Até que Lorde desequilibrou o adversário e tomou sua espada. Para isso, puxou o adversário de volta, que tomou sua espada. Eles continuaram a batalha.
Lorde foi empurrado contra a parede. A violência do ataque posterior foi anulada; Lorde havia chutado seu inimigo para longe. Ele recomeçou a batalha. Então, em um golpe de sorte, Lorde atingiu a mão do adversário, vulnerável. A outra mão, a da espada, se mostrou livre. Lorde fez um corte no ar e arrancou a espada da mão de seu adversário.
As luzes se acenderam, a simulação estava encerrada.
Éris tirou a máscara. Lorde fez o mesmo.
- Éris, o que há com você?
Éris olhava com certa incompreensão para Lorde, mas o fundo de seus olhos queria pedir perdão.
- Você estava lutando com muita... Vontade.
- E achou que podia elevar um pouco o nível? Eu deveria ter vencido assim que você soube que eu estava pronto!
- Me desculpe! - disse Éris, percebendo que Lorde tinha ficado irritado. - O calor da batalha me fez mal. Foi um erro. Lorde...
- Ok. Mas por favor, tente se controlar. O que aconteceria se eu tivesse perdido, Éris?
Ela não respondeu.
- Você teria coragem de não me admitir?
- Lorde, esqueça essa história. Prometo que não vou repetir essa falha com nenhum outro aluno.
Lorde se acalmou.
- Como eu fico?
- Óbvio que está admitido. Não há mais razão para proibi-lo. Você agora é quase um cavaleiro discordiano, Lorde.
Lorde sorriu. Por dentro estava muito feliz, mas estava cansado e com dor de cabeça. Ficara muito nervoso na véspera da prova final. Precisava descansar um pouco.
- Agora falta...?
- A nomeação, e apenas isso. - respondeu Éris.
Lorde e Éris saíram juntos da sala de simulação.
Ariadno fugia. Ele corria pelo meio da floresta, com dois médicos ao encalço dele. A floresta era grande, e Ariadno com certeza se perderia ali.
Por cada lugar onde passava, era impossível não recordar os elementos da fatídica noite onde quase todos os seus companheiros morreram.
Ele corria pela floresta, desviava de obstáculos, e os médicos atrás dele, procurando-o, correndo tanto quanto ele.
Ariadno estava ficando cansado. Há anos não corria assim. Mas seu instinto o levaria longe, com certeza.
Foi então que ele avistou uma árvore enorme, muito antiga, e se escondeu atrás dela. Esperou... Esperou...
E os médicos passaram por ele.
Ele rapidamente se escondeu do outro lado, para não haver perigo de os médicos olharem pra trás. Ao fazer isso, fez barulho, e um dos médicos parou.
Silêncio.
Ele olhava desconfiado para trás. A paisagem marrom e azul não permitia que alguém com roupas brancas, provavelmente sujas, ficasse camuflado por muito tempo.
Então ele viu a árvore gigantesca logo ali, que ele não tinha percebido... Talvez...
Ele se aproximou. Chegou cada vez mais perto... Ao contornar a árvore, foi recebido com um soco no rosto. Atordoado, tentou se levantar, organizar sua mente que não entendia mais muita coisa. Mas quem o havia batido (ele sabia quem era, afinal) se jogou em cima dele. Os dois rolaram porque havia ali uma pequena inclinação. Ao cair, o médico conseguiu se libertar do louco que havia fugido do hospício e então o dominou. Ele tirou a injeção do bolso. Enquanto a preparava, resistia à pressão do louco para se libertar. Ele fazia força, realmente como um louco, como se lutasse por sua vida. Enquanto preparava a injeção, o paciente avistou uma pedra de tamanho a frente. Não conseguia... Conseguiu.
Bateu com toda a força que conseguia reunir na cabeça do médico, que virou pra o lado e colocou as mãos na frente do rosto.
Ariadno se levantou e correu.
Um feixe de luz era direcionado para Lorde. Ele estava com a espada em punho, concentrado.
Éris então proclamou o juramento da Sociedade Discordiana Universal.
Aprendiz;
Se você aprendeu a controlar suas emoções
Tanto quanto aprendeu a vivê-las,
Você está apto a viver neste mundo.
Mas para se tornar mais hoje, você precisa ser mais.
Aprendiz, o que você é mais?
Ao que Lorde respondeu com o que ele escreveu (essa parte era livre para que o futuro cavaleiro falasse qualquer coisa).
- Eu sou mais rápido, sou mais forte, sou mais poderoso, sou mais inteligente, sou mais justo, sou mais discordiano. Estou pronto para ajudar as pessoas deste universo a serem felizes, custe o que custar, salve exceções.
Éris sorriu. Mas ninguém pode ver isso.
Se você é mais, está pronto para se tornar mais.
Jamais se esqueça de seus princípios;
Mas esteja pronto para abandoná-los se eles se mostrarem errados.
Sempre conheça a si mesmo;
Mas não esqueça que você tem poder para mudar a si mesmo.
Se reinvente, se precisar se destrua;
Mas se reconstrua muito melhor, ou então nada valerá a pena.
Torne-se sábio antes de inteligente, inteligente antes de perspicaz, perspicaz antes de informado, informado antes de ignorante.
Porque o conhecimento leva à consciência.
Consciência é exercício de liberdade.
Se você é livre, você é poderoso.
E com poder, você pode mudar o mundo.
Vá, Cavaleiro Discordiano.
Você jura ser o que quiser.
Jamais quebre uma promessa.
Todos saúdam Discórdia.
- Salve Éris!
Lorde se ergueu e abraçou Éris.
Lorde a partir dali se tornava um Cavaleiro Discordiano.
Tags : adventureLordeErisAriadno